segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

COMO FUNCIONA E PROSPERA UMA FACÇÃO CRIMINOSA

Por Erick, O Caçador
Atualmente, o crime organizado no modelo de Sindicato, conhecido comumente como Facção Criminosa, está alastrado por todo o país e é um exemplo de sucesso em gestão empresarial e política no Brasil - Nação onde a crise está em tudo, menos no crime e corrupção. Essa verdade, aparentemente proibida, porque não comentada, salta aos olhos mesmo numa análise superficial da conjuntura - mas a ideia aqui é aprofundar um tanto e trazer à tona alguns fatos relevantes.
A origem desse modelo de organização criminosa está em fins dos anos 70, quando os guerrilheiros e terroristas de Esquerda presos na Penitenciária de Ilha Grande/RJ se uniram aos criminosos que lá já estavam e fundaram o Comando Vermelho, facção que se destacou e cresceu rapidamente porque utilizou táticas e técnicas de luta armada aprendidas em campos de treinamento de Cuba e da União Soviética, junto com um "discurso social" que vendia a imagem do criminoso como se fosse um "oprimido", " vítima do sistema" e, à seu modo, um revolucionário do tipo "Robin Hood". Outra inovação foi a implantação do modelo de gestão burocrática baseado na estrutura dos Sindicatos de Trabalhadores, tipo de agremiação bem conhecido pelos criminosos de Esquerda. O Comando Vermelho foi fundado com um estatuto, cadeia hierárquica definida em cargos, previsão de mensalidades e assistência social aos membros e familiares - igualzinho a qualquer Sindicato.
O sucesso do Comando Vermelho foi o exemplo copiado pelas demais facções - inclusive as que se estruturaram para combatê-lo.
Temos que entender que a dinâmica de funcionamento desse negócio é a mesma da competição empresarial Capitalista - afinal, Facções são empresas capitalistas que negociam com tráfico de drogas, assaltos à bancos, roubos e furtos, etc. Os assassinatos são medidas para disciplina, cobrança de dívidas, tomada de territórios e defesa dos próprios membros e negócios da facção. O objetivo é o lucro e o Poder crescente, num ambiente de competitividade.
A corrupção de funcionários públicos é condição básica de sobrevivência, pois sem a participação de criminosos ( corruptos) DENTRO das Polícias, Sistema Prisional e do Judiciário, uma facção estiola rapidamente. Advogados também cumprem diversos papéis no organograma das Facções Criminosas: além da função de defensor jurídico ( o que seria o normal), advogados membros de Facção são utilizados como mensageiros, "mulas" para entradas de objetos proibidos nos presídios, organizadores de agremiações de "Direitos Humanos" (que agem como defensoras políticas dos criminosos) e ainda como "fachada respeitosa" em negociações e "mediações" durante rebeliões, entre outras funções. A impunidade é obtida com o concurso desses agentes.
O crescimento do poderio de uma Facção Criminosa depende também da política interna de pessoal que, ao mesmo tempo que estimula novas filiações, mantém rígida disciplina que inclui castigos físicos como tortura e mutilações, ou simplesmente a pena de morte. Essa "disciplina" é imposta igualmente aos moradores das comunidades dominadas pela Facção e aos inimigos ( facções rivais e Polícia).
É importante compreender que a principal atividade das Facções Criminosas é o tráfico de drogas, negócio que tem uma logística própria e depende, para seu sucesso, de uma estratégia de vendas a varejo em pontos bem localizados e protegidos ( bocas de fumo); A melhor forma de garantir o sossego desse comércio é dominar pela força a área circunvizinha toda. Desse domínio territorial surgem as contingências de ter uma atuação de imposição de Leis e da fiscalização de seu estrito cumprimento, da mediação de conflitos corriqueiros entre os moradores e de cativar o apoio da população com um discurso de "ódio ao sistema", "parceria" e "assistência social". A cooptação da infância e adolescência para o serviço no crime é grande vantagem para os negócios, pois a quase impunidade do menor delinqüente ( no Sistema Jurídico Brasileiro) e sua vulnerabilidade psicólogica o tornam o viciado e soldado ideal. Nisso, a cultura das drogas disseminada por viciados universitários, certas vertentes musicais de apologia ao crime e a subcultura audiovisual de inversão de valores (incluindo novelas), muito contribuem para a aceitação sociológica dessa degeneração do coletivo.
A pessoa dita "de bem", que "apenas usa drogas", mas "não faz mal a ninguém", é acionista anônima no capital desse tipo de empresa do Mal, financiando todo o ciclo vicioso dos horrores de que é escrava. Também é ela que, por sua simpatia com o vício e ligações com vagabundos do submundo, forma o núcleo da "opinião pública" manobrada pelos vigaristas dos "Direitos dos Manos" e da mídia de discurso anti-policia. É principalmente por conta dessa massa de drogados marionetes que o negócio do Tráfico prospera protegido por uma visão de que o criminoso é vítima da Polícia e da Justiça, embora a realidade da vizinhança mostre exatamente o contrário: bandidos perpetram horrores contra a população, diante da falta de policiamento e impunidade! Com um baseado na boca, uma "carreira de pó" no nariz ou uma pedra de crack na mente, essa pessoa "de bem", esse trabalhador, essa mãe, nos atrai o Inferno na Terra. As políticas antidrogas governamentais fracassam, em geral, porque se atém a satisfazer esse tipo de eleitor, que é "contra a violência", mas é cliente do tráfico.
Já vimos que o domínio territorial é importante para os negócios das Facções, mas vamos agora examinar a necessidade de domínio das cadeias e Penitenciárias. Além de ser o melhor ponto de reunião dos criminosos (onde centenas de vagabundos, oriundos de diversas regiões, podem conviver e criar laços pessoais), um presídio é, naturalmente o local onde qualquer bandido prevê estar, algum dia. Ora.. Passar bem no regime de perda total da liberdade é um dos objetivos das Facções Criminosas, criadas que foram de DENTRO do Sistema Prisional. Mas não é só isso: a idéia é fazer da cadeia o Centro de Comando e Controle do crime nas ruas das cidades.
Para conseguir tais objetivos, se torna fundamental unir os membros da Facção em pavilhões exclusivos ( medida de segurança e de facilitação da administração interna da Organização Criminosa) ou, se possível, fazer da cadeia toda uma espécie de resort exclusivo, com a eliminação ( assassinato) de rivais e não-filiados. Quando consegue atingir uma das duas situações acima descritas, é possível manter uma estrutura de telecomunicações e administração ( celulares, livros-caixa, acesso a internet, etc), bem como proporcionar conforto aos membros na forma de regalias ( ar condicionado, frigobar, TV a cabo, quartos em estilo "Motel" para visitas íntimas, etc). É claro que tudo isso afronta à Lei de Execuções Penais, e quando existe, é porque há "vista grossa" e/ou corrupção de autoridades públicas.
A gestão interna da Facção inclui a arrecadação de mensalidades fixas, promoção de bingos e rifas com compra obrigatória de bilhetes e o Marketing Multi-Nivel na venda de produtos e serviços aos cadeeiros (incluindo prostituição, drogas, bebidas alcoólicas, armas, etc), bem como aos filiados em liberdade da agremiação.
O negócio é milionário e envolve sofisticadas operações com o montante de dinheiro arrecadado.
Empresas "de fachada" ou mesmo a sociedade em empresas que operam legalmente também tem importância fundamental nas operações de uma Facção Criminosa, pois o grande volume de dinheiro sujo obtido em ilícitos precisa ser "lavado" para que a corrente criminosa seja perfeita. A participação de Bancos privados nessas operações de lavagem, bem como em outras operações financeiras, é fato comprovável facilmente em investigações pertinentes.
Seguindo essa linha, as Facções Criminosas prosperaram e se multiplicaram no Brasil inteiro, fizeram da Segurança Pública um caos irresolvível, dominaram 70% dos presídios no país, instalaram uma Guerra Civil não-declarada na nossa Nação e criaram "Estados Paralelos" em diversos rincões. Já está em andamento, inclusive, a dominação de outros países. No Paraguai, por exemplo, o PCC ( Facção Criminosa brasileira, de origem paulista) decretou a morte do Presidente da República local e estipulou uma recompensa milionária pela sua cabeça.
A partir de determinado momento, as Facções Criminosas (que como já vimos, se originaram de criminosos politizados) resolveram entrar na Cena Política do Brasil - e o fizeram com força total! As alegações dos vagabundos comunistas presos na Ilha Grande, lá nos anos 70, frutificaram de verdade: a escória criminal realmente se transformou em fator importante politicamente. Graças a seus recursos financeiros gigantescos e ao potencial eleitoral das centenas de milhares de membros e familiares, as Facções agora devem ser levadas em consideração como força política real: já está acontecendo, de fato.
Mas essa parte fica para o próximo artigo...

Um comentário:

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